Voluntários de todos os estados e do exterior participaram da 1ª etapa da Operação Tanque Furado 2

145 abastecimentos em um dia, 1.250 litros de diesel adquirido em um mesmo cupom fiscal, comida japonesa lançada como gasolina, empresas e pessoas desconhecidas beneficiadas com o dinheiro da verba indenizatória de deputados(as) federais.

Estes são apenas alguns casos encontrados na Operação Tanque Furado 2 lançada no dia 21 de setembro e que pretendeu auditar 963 notas fiscais de abastecimento de veículos de deputados federais pagos com dinheiro público. A primeira etapa foi concluída ontem, 15, e o resultado foi excepcional.

Contando com a participação de voluntários das 27 unidades da federação, e até do exterior, a operação conseguiu auditar praticamente metade das notas selecionadas, o que foi incrível, e que alcançou todas as notas com valores maiores, as mais propensas a conterem irregularidades.

Além disso, o objetivo maior do Instituto OPS é o de incluir o cidadão no controle social, o que foi alcançado com excelência.

As demais notas estão sendo analisadas eletronicamente e até o dia 30 próximo é esperado que toda a verificação já tenha sido concluída e um relatório criado, o que demonstrará com total fidelidade como deputadas e deputados usam o dinheiro do contribuinte para abastecer veículos.

O Instituto OPS agradece aos que participaram dessa etapa e espera contar com todos para futuras operações.

A uma semana do final da 1º etapa, a Operação Tanque Furado 2 já supera sua edição anterior

Lançada no dia 21 de setembro, a Operação Tanque Furado 2 pretende auditar 963 notas fiscais de abastecimentos de veículos pagos com dinheiro público da verba indenizatória de deputados federais. Faltando uma semana para a conclusão da primeira etapa, os números já superam os obtidos na primeira edição. São 290 notas fiscais encaminhadas aos cidadãos-auditores até o momento e dessas, 240 já foram auditadas. 43% dessas notas apresentam algum tipo de irregularidade.

O Instituto OPS não acredita que conseguirá auditar todas as notas escolhidas para essa operação, mas o resultado já superou as expectativas. O engajamento social tem se mostrado consistente e novos voluntários, de várias partes do país e de diversos ramos de atuação profissional, engrossam o time que já descobriu até 145 abastecimentos de veículos em um mesmo dia, de um mesmo parlamentar.

A Operação Tanque Furado 2 segue aberta à participação social até o dia 15 próximo, quando todos os dados coletados serão analisados e incluídos no levantamento do ano passado para, por fim, denunciar aos órgãos competentes os estranhos abastecimentos de veículos bancados com dinheiro público.

Para entender como deputados abastecem seus veículos com dinheiro público, o Instituto OPS lança a Operação Tanque Furado 2

Na legislatura passada deputados federais gastaram, juntos, quase R$ 73 milhões de reais para abastecer seus carros e de seus secretários. Pago com dinheiro público, a despesa está prevista nas regras internas da Câmara que efetua os pagamentos mediante simples apresentação do cupom ou nota fiscal das despesas.

Alguns deputados da atual legislatura, mesmo durante o período da pandemia do novo coronavírus, continuam gastando 100% do que é disponibilizado por mês, ou seja, R$ 6 mil.

Não há, por parte da Câmara dos Deputados, qualquer controle sobre como os abastecimentos são realizados, ficando a cargo do parlamentar assegurar que todo o combustível foi utilizado para exercer o mandato.

O Instituto OPS realizou a Operação Tanque Furado no ano passado e descobriu abastecimentos de veículos da empresa de um deputados sendo pagos com dinheiro da verba indenizatória. Após ser questionado, o deputado Ronaldo Carletto devolveu à casa quase R$ 18 mil.

Para complementar as informações já coletadas, o Instituto OPS acaba de lançar a Operação Tanque Furado 2 e pretende auditar, com a participação da sociedade, 963 notas fiscais pagas pela Câmara neste ano.

A operação estará aberta ao público entre os dias 20 de setembro e 15 de outubro. A participação popular é gratuita e um vídeo tutorial explica todo o processo.

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Deputados gastam quase R$ 22 milhões com combustíveis na atual legislatura

Desde o início da atual legislatura até a primeira quinzena de setembro de 2020, deputados federais gastaram R$ 21,9 milhões com combustíveis e lubrificantes, valor suficiente para adquirir 5 milhões de litros de gasolina, se considerado o preço médio praticado hoje em Brasília.

Pago pelo contribuinte, o gasto é legal e está previsto nas regras da Câmara que garante a cada parlamentar o valor de R$ 6 mil mensais para arcar com despesas de combustíveis e lubrificantes de seus veículos e de seus secretários.

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Com todo este combustível seria possível que cada um dos 518 deputados, que utilizaram este recurso público, viajasse 32 vezes entre Manaus e Porto Alegre.

Para fazer uso da verba o parlamentar precisa apenas apresentar à Câmara a nota ou cupom fiscal dos abastecimentos. Em poucos dias o dinheiro é depositado em conta.

Combustíveis e lubrificantes são apenas duas das várias despesas previstas pelas regras internas da Câmara dos Deputados para cobrir gastos exclusivos de mandato, o que nem sempre ocorre.

A Operação Tanque Furado deflagrada no ano passado pelo Instituto OPS para identificar quem são os reais beneficiários dos abastecimentos pagos com dinheiro do contribuinte, encontrou até mesmo abastecimentos de veículos pertencentes a parentes de deputados.

Um dos casos envolveu o deputado federal Ronaldo Carletto (PP-BA) que foi flagrado bancando despesas de veículos da empresa de sua esposa. Ele admitiu o “equívoco” e acabou devolvendo quase R$ 18 mil aos cofres públicos.

Com o objetivo de levantar informações sobre os abastecimentos deste ano, o Instituto OPS lançará neste dia 20set a Operação Tanque Furado 2, que pretende auditar 906 notas fiscais com a ajuda da sociedade.

As irregularidades, se encontradas, serão juntadas às demais já apuradas na operação anterior e encaminhadas aos deputados para que efetuem a devolução ao erário. A Câmara também será notificada pela entidade.

A operação estará aberta à participação popular. Qualquer cidadão poderá ajudar a auditar as notas, sendo preciso apenas preencher um pequeno formulário. Todas as informações necessárias para realizar o trabalho será enviado por e-mail, além da disponibilização de um tutorial em vídeo e do suporte via Telegram oferecido pelo instituto.

A operação ocorrerá entre os dias 20 de setembro e 15 de outubro e o resultado será divulgado no início de novembro.